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Mostrando postagens de dezembro, 2013

Ao meio...

Palavra que encontra olhar correspondente. É o óbvio desenterrado. Os pés palpitam. Suspendem o que era peso. Para cima, para cima, para cima. Pois é de lá que se deve jogar a verdade. Retirada a máscara de anos. Nos segundos que duraram o “Te amo”. Ela ainda está caindo, caindo, caindo. Nem pensa se ele se joga ou não. Mergulha no vento. Acaba-se em choque ou há um portal para algo de novo, surreal? Ela nem sabe. Nem pergunta. Ele também não é senhor do destino. Impacientemente vivem. Em música, poesia, cheiro e pele, esses idiomas nos quais se compreendem completamente. Mutuamente completando-se. Inteiros.

Pluma e Pedra

Eu te daria Levasse onde quisesse Eu deixaria Seria presente da vida  Com olhos brilhando de tardezinha no quintal Mas pra mim é pluma  Pra você é pedra Não rima nem em poema Lido enrustido em cama de hotel Então não entrego, e nego e nego e nego Sabendo que daria Mas tem pena não A mim não pesa Eu jogo pro alto E cai poesia.

Vã melodia

Prova, prova, prova, novamente sou isso ou aquilo... Roda, roda, roda, por que mais uma vez tanto giro? Escolha, anda, escolha, que o amanhã chega tal qual um tiro! Fiz do tempo um titã inimigo. Plantei flores, mas não ouvi grilos. Nesta tarde que se faz vazia, Aproveito tua vã melodia Para amar todo amor não escrito.

Cacos

Hoje, lavando louça, derrubei duas canecas. Chorei. Não os cacos, não o chão, nem trabalho ou dinheiro. Chorei minhas mãos que não sabem mais segurar Ou preferem deixar cair o que não quer ficar por inteiro.