Samba de abraçar
Quando o silencio vier e for só contratempo entre acordes de sol E o meu pranto for canto e meu grito entoado couber no violão Quando eu parir novos sons e romper com os medos que calam minha voz Quando eu puder com meu corpo alcançar cada nota do teu coração Quando a nudez do meu canto servir de acalanto pra dor de outro ser E os poemas dançarem trazendo esperanças de revolução Quando o tambor em meu peito marcar o compasso e guiar os quadris Quando meu solo for fértil a paz e alegria não se acabarão Eu vou converter a beleza dos dias em samba-canção E trazer o meu povo bonito pra dar o refrão Renascendo de novo depois de um tempo de horror Eu vou juntar muitas amigas pra ver esse dia chegar E aí finalmente a gente vai poder se abraçar E dançar e cantar até amanhecer do amor