Paixão... palavra que não me define, mas interpreta sozinha a maior porção do que sempre fui. Fui menina, muito curiosa, muito atrevidinha, muito de ponta cabeça para o mundo. Sonhava em ser palhaça, queria fazer rir. A mãe, as tias, a vó, o pai, mas, principalmente, as outras crianças me educaram. Ergueram-me ao pódio de “maluca”, honra que procuro cultivar sempre. Sempre quis ser diferente. Não por loucura, mas pela sensatez de pensar que o que o mundo é está longe do que devia ser. Lendo e vivendo descobri que meu impulso não era novo, já atormentava outros seres humanos dos tempos antigos até agora. Uni-me então a grupos, um em especial, em que conheci garotas e garotos tão atormentados quanto eu. Entre eles, uma grande amiga que até hoje me acompanha, uma artista e arteira da vida que me faz sempre refletir sobre o que é ser mulher, do batom ao útero. Os demais ficaram por lá, para mim são memórias, boas, mas ainda memórias. De pessoas que sumiram quando a maior de tod...