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Mostrando postagens de outubro, 2013

Em-corpo-oração

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  Baque pesado Suor, destreza   Vôo ousado   Fênix negra Me sinto uma fera Antes capturada Agora em fuga De volta à manada Pois é, descobri De onde vim   Vim dali Me reconheci No espelho da cor Mentiam pra mim Mas achei um   tambor Que guiou meus quadris E contou quem eu sou Livrou meus sentidos Do medo cristão Que venha do vento a corpo-oração.

Vidadentrodevida

Paixão... palavra que não me define, mas interpreta sozinha a maior porção do que sempre fui. Fui menina, muito curiosa, muito atrevidinha, muito de ponta cabeça para o mundo.  Sonhava em ser palhaça, queria fazer rir. A mãe, as tias, a vó, o pai, mas, principalmente, as outras crianças me educaram. Ergueram-me ao pódio de “maluca”, honra que procuro cultivar sempre. Sempre quis ser diferente. Não por loucura, mas pela sensatez de pensar que o que o mundo é está longe do que devia ser. Lendo e vivendo descobri que meu impulso não era novo, já atormentava outros seres humanos dos tempos antigos até agora. Uni-me então a grupos, um em especial, em que conheci garotas e garotos tão atormentados quanto eu. Entre eles, uma grande amiga que até hoje me acompanha, uma artista e arteira da vida que me faz sempre refletir sobre o que é ser mulher, do batom ao útero. Os demais ficaram por lá, para mim são memórias, boas, mas ainda memórias. De pessoas que sumiram quando a maior de tod...

Entre mitos e seres, nós dois...

Armadura, espada, sou guerra Outras armas escondo nas saias E se saio rodando com raios Só preciso das rodas, as laias Na verdade, cê sabe, meu peito Quer, ao menos, o amor sem ataques Se me abro em sorriso, sem jeito É por que no teu colo desfaço A loucura q trago por dentro Me adentro nesse novo espaço Onde não haja discernimento Do que somos por dois ou três fatos Do teu trono, cê faz que nem vê Engraçado teu medo de mel Canta sempre da paz e da calma Foge tanto do que é tão real Mas quem sabe um dia a coroa Caia junto com a minha armadura E amor seja única alma Que atinja essa nossa doçura

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Silêncio que canta Idioma sem fala Passo após passo De fios são os laços De fé se faz calma Viver pelo quê? Questiona o amigo Ainda não sei Só digo que sigo Eu brindo à pergunta Você me afaga Dançamos com os olhos Os sambas e os fados De alma pra alma