Dia desses...
Entrei em uma casa bonita, atravessei por dentro e cheguei ao quintal, nos fundos. Lá estavam eles: dois meninos pretinhos, gêmeos, meus filhos. Eles brincavam no chão com objetos e plantinhas. Fiquei ali, junto da pessoa que mora com eles, da qual não pude ver o rosto.
Cheguei a outro espaço, bem aberto e com muitas pessoas. Lá estava ela: alta, magra, cabelos cacheados e bem compridos, aos 16 anos, de jeans e blusinha, minha filha. Não me reconheceu. Minha filha, mas não me reconheceu. Me enchi de culpa, meus olhos de lágrimas. Alguém deu um toque pra ela "olha quem tá aqui...". Ela, enfim, sorriu pra mim e abriu os braços se entregando aos meus. Aí chorei, muito emocionada.
Estou na casa da minha vó, Dona Hilda. Ela está apreensiva e me diz em tom de puxão de orelha: " você precisa ir buscar o bebê ", pulo assustada " que bebê???". Ela me explica que eu pari um bebê e deixei na maternidade. Eu não me lembro, mas se vovó tá dizendo...
Estou agora em frente ao hospital, em uma fila de.. de hospital mesmo. Analiso meus documentos, toda atrapalhada. Será que são suficientes? Será que vão acreditar que eu sou a mãe desse bebê? Será que ainda da tempo ou ele foi levado para outro lugar.
Acordei sem saber, mas acho que saberei em breve.
Só um sonho, gente, ou não...
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